(...)Hoje estou feliz porque sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver
Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo aí nós vamos adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu
A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas
Que eu já fiz pra quem eu amo ♫
Dias de luta, dias de glória - Charlie Brown Jr.
Dedico a Ellen, pelos dias que passamos juntas na condução, ouvindo essa musica. E por todos os conselhos e abraços apertados que ela me deu s2
domingo, 15 de maio de 2011
Saudades da minha 5° serie e dos momentos juntos que passei ao lado das pessoas mais importantes da minha vida. Saudade de quando eu e minha amigas brigávamos por motivos fúteis e no mesmo dia ligávamos uma pra outra pedindo desculpa. Éramos felizes e não sabíamos. Tínhamos tudo que uma pessoa precisa. Não precisávamos nos preocupar com o que as pessoas iam pensar, nem com a nossa imagem e nem com os rótulos. Estávamos pouco nos importando com o que as pessoas diziam ao nosso respeito. A única coisa que nos importava mesmo era ser feliz, independente, das pessoas julgarem as coisas que fazíamos como idiotas, ou infantis. Saudade da minha infância, que não volta nunca mais :”(
Como tudo começou Na varanda, em pé, sentindo a brisa que bate no meu rosto e bagunça meu cabelo, e olhando as estrelas, que brilhavam tanto que era de se encher os olhos.
Esse é o meu refugio. A varanda é o único lugar que eu me sinto livre pra sonhar e para cantar.
Meu corpo podia esta bem ali, mas minha mente vagava distante por ai.
No dia em que o vi pela primeira vez, estava no transe que eu acabara de descrever. Ate que eu ouvi um barulho que me chamou atenção. Um riso. Ele ria com vontade, como uma criança num parque de diversões. Queria entender o que ele via de tão engraçado, o que fazia rir tão alegremente. Por um momento, tive vontade de descer as escadas do meu apartamento, e me deixar contagiar por aquela alegria, mas me contive.
Ele andava distraidamente, todo alegre e sorridente, sem se preocupar com nada.
Ah, como eu queria poder enxergar motivos pra poder sorrir, mas nem que seja um pequeno sorriso de canto, mas verdadeiro.
Horas e depois dias se passaram e aquele tal garoto alegre não sai da minha cabeça de jeito nenhum. Seu riso ecoava pela minha mente, seu rosto é inesquecível. Ele tinha feições tão másculas que era de deixar qualquer garota babando.
Todos os dias eu fazia a mesma coisa, ia pra janela, na esperança de que ele passasse aqui em baixo, e notasse a minha presença.
É incrível, como tal consegue me fazer tão bem, sem nem mesmo me conhecer e saber que eu existo.
Um dia desse eu estava andando pela rua distraidamente, quando o vi. Na hora que os nossos olhos se cruzaram, meu coração bateu tão forte, que quase saiu pela boca.
Ele estava com o uniforme de um colégio que eu conhecia muito bem, o Halley Harprey HighSchool. Eu tinha uma amiga que estudava lá, chamada July.
Não sei bem o que me deu naquele momento, mas assim que cheguei em casa , peguei o telefone e disquei o numero dela. Só dava caixa postal. Fiquei histérica.
Olhei no relógio. Ainda eram 1 da tarde , ela não teve ter chego ainda.
Decidi que mais tarde eu ligaria.
Mas o tempo insistia em passar devagar, então peguei meu violão e comecei a tocar "The only exception".
O som da chuva caindo lá fora, me trazia lembranças que eu gostaria de ter esquecido, e historias que eu nunca contarei. Desde aquele dia, em que você pois um fim na nossa historia, um vazio tomou conta do meu coração , bem no lugar onde você costumava ficar. Por mais que eu queria, nunca esquecerei de você, pois os momentos que passamos juntos foram, sem duvida, os momentos mais marcantes de minha vida. Não sei se eu um dia amarei alguém assim com amei você.
Não se deixe enganar por o sorriso no meu rosto. Por mais, que isso tudo doesse em mim, eu não deixava transparecer, porque sou uma menina forte. Big girls don't cry.
Hoje, depois de muito tempo. Estou feliz, pois há outro alguém no lugar que pertencia a você. E essa pessoa, me faz mais feliz do que você jamais me fez. Não estou querendo desmerecer nossa historia, pois como já disse você marcou muito na minha vida, e deixou uma marca, que por mais que o tempo passe nunca ira se cicatrizar totalmente. Você que me ensinou, involuntariamente, e da maneira mais difícil e dolorosa a amar, a seguir em frente com a cabeça erguida, independente do que aconteça e, principalmente, à amadurecer.
Você faz parte da minha historia, e isso nenhuma borracha pode apagar.
O encarei com raiva. Eu não sou nervosa coisa nenhuma, é ele que me tira do serio. Tudo que eu acabei de dizer não valera nada pra ele? Eu tinha pedido perdão e tudo mais e ele continua agindo com indiferença e ainda debocha da minha cara.
- Vai embora daqui. Eu não preciso de você. Vá, e nunca mais volte - aquelas palavras cortaram meu coração, e o de Josh também. Dava pra ver que ele ficou magoado com aquilo. Sei que fui rude demais, mas ele merecia. Ele me lançou eu olhar triste, e foi em direção à porta, e sem dizer mais nada, foi embora. Pra sempre, talvez.
Tudo que eu tinha acabado de dizer pra ele era mentira. Eu o queria cada vez mais perto de mim, eu precisava dele e queria que ele nunca fosse embora. Era isso que eu queria ter dito, mas saiu tudo ao contrario.
Eu estava me sentindo fraca e sozinha. Ainda estava deitada no sofá, com ele me deixara. Tentei me levantar, mas novamente minhas pernas bambearam. Sentei-me no sofá, a única opção que me restara, e novamente fui tomada por uma enxurrada de sentimentos. Me mundo tinha desabado, e a única coisa que me restara fazer era chorar. Eu tinha acabado de perder o amor da minha vida, por causa de um ato sem pensar, ou melhor, dois atos.
Eu sou mesmo eu besta, como pude deixar Josh escapar. Ele era o melhor namorado do mundo, carinhoso, engraçado, fofo, romântico. Mas, talvez tenha sido melhor assim, eu não o merecia, e todos sabem muito bem disso.
A única coisa certa a fazer era segui em frente, e tentar esquecer o Josh, por mais difícil que isso possa ser. “É um passado que deve ser esquecido.” Fiquei repetindo mentalmente para mim mesma.
Enxuguei minhas lagrimas, e tentei sorrir. Estava decidida a mudar. Uma voz dentro de mim dizia que é tempo de recomeçar, de refazer e reavaliar. E eu sabia que ela estava certa. Porque mais que me doa esquecer o Josh, eu tinha que faze isso para o meu próprio bem.
Estava cansada demais, então decidi dormir. Eu não estava em condições de me levantar, então me deitei no sofá e cai no sono lá mesmo.
O sonho começou com uma risada um tanto familiar.
No sonho, eu estava em um campo cheio de flores. Era de dia, e o sol cintilava sobre minha cabeça. Eu estava usando uma blusa azul, com magas ate o pulso e um short jeans escuro. Sentei em meio às flores e peguei uma. Fechei meus olhos, sentindo a brisa leve que me rodeava. Foi quando eu ouvi um barulho, que não parecia nem um pouco com flores roçando umas nas outras por causa da brisa.
Dei uma olhada ao redor, e foi ai que eu vi uma figura encostada em um arvore, a poucos metros de distancia. Era Josh, e estava rindo daquele mesmo jeito de deboche que tanto me irritava.
Larguei a flor no chão, me levantei e caminhei ate ele. Ele continuou lá parado encostado na arvore, mas agora sua expressão havia mudado, ele estava com aquele sorrisinho metido, de bad boy que fazia todas as garotas se derreterem por ele.
- Josh? O que você esta fazendo aqui – perguntei me aproximando cada vez mais dele
- O mesmo que você, minha pequena. Vim me acamar. Vim procurar refugio do mundo escuro e pavoroso que nos cerca.
- Do que você esta falando, Josh? – o encarei confusa, hesitei, mas depois continuei andando ate ele.
- Sei que você esta triste, e esta procurando consolo, assim como eu.
- Eu não estou triste! Porque estaria? – gritei. Eu não estava muito perto dele, mas ainda sim dava para ver claramente o seu rosto. O sorriso que continha em seus lábios, agora sumira dando lugar a dor e a tristeza.
- Você esta triste por que perdeu suas forças! E também por que me perdeu de uma vez por todas!
Quando ele disse aquilo, eu congelei. Eu sabia que no fundo aquilo era verdade, mas eu não queria assumir.
- Não, eu não estou triste. – neguei. Minha voz soou mais controlada do que eu esperava. Esperei uma resposta, mas ela não veio. Então o Josh começou a desaparecer. Ele foi ficando cada vez menos visível. Corri até ele, mas era tarde demais, ele já havia se desmaterializado.- JOSH! JOSH! JOSH! – Gritei para o vento. Olhei ao redor, mas ele não apareceu. E mais uma vez ele havia ido embora por minha causa. Talvez tenha sido melhor assim mesmo. Eu tinha que o esquecer de uma vez por todas. E ficar sonhando com ele não ajudava muito.
Ele estava prestes a ir embora quando enfim eu disse: - Espera. Antes de você partir, preciso te revelar uma coisa muita importante. Preciso que você me escute – Ele estava quase na porta quando virou o pescoço e olhou para mim. Seu rosto demonstrava indiferença, mas eu sabia que no fundo ele estava ardendo de raiva por eu ter mentido pra ele todo esse tempo. “Então abrirei mão de todos os meus segredos agora, não preciso de outra mentira perfeita.” disse para mim mesma.
- o que você tem pra falar comigo? Fale logo, estou com pressa. - ele falou friamente. Seu rosto tinha mudado. O que antes era calma e indiferença, agora se transformou em raiva. Seus olhos estavam cheios de ódio, e esse ódio o estava dominando. Quase cheguei a acreditar que ele seria capaz de me bater. Quase. Então nos segundos seguintes ele voltou a si, e se acalmou. Eu estava nervosa, não sabia o que dizer. Eu havia jurado para mim mesma que acabaria com as mentira, que me separavam do Josh, e nos faziam ficar cada ver mais distantes.
- Não quero que tudo entre nos acabe. Você sabe mais do que ninguém o quanto eu te amo. Sei que foi errado da minha parte ter ficado com outro garoto, mas você tem que entender que eu não fiz por mal, eu estava totalmente fora de mim. - ele ainda estava me olhando cautelosamente, ele não parecia nem um pouco abalado, então eu continuei: - eu havia bebido todas, aquela noite, nos havíamos brigado e eu estava com muita raiva de você e a bebida serviu com um anestésico para toda a dor que eu tava sentindo, e junto com a anestesia que ela me trousse, veio também a incensastes e a inconseqüência. Eu não sabia o que eu estava fazendo, só sei que... - tentei, mas não consegui, segurar as lagrimas. Assim que a primeira lagrima saiu do meu rosto, foi impossível segurar as outras. Eu pouco tempo, já havia chorado um rio de sentimentos. Dor, raiva, arrependimento e tristeza, tudo, de uma vez só. - só sei que... se um pudesse faria tudo diferente.- disse as prantos. Josh agora estava do meu lado, me segurando para que eu não caísse. Eu me sentia fraca e debilitada. Era como se um caminhão tivesse passado por cima de mim. Ele me abraçou de lado, e me guio ate o sofá, eu sentei e ele se sentou a meu lado.
Eu o encarava, mas ele não dizia nada. Ainda estava com aquela expressão de garoto forte, que não se entristece com nada. Não sei por que ele ainda mantinha aquela postura. Parecia que ele tinha medo de mostrar para o mundo quem ele realmente era por medo de sofrer. Uma parte daquilo era minha culpa, eu o havia feito sofrer, mas juro que não foi minha intenção.
- Eu preciso que você me perdoe – disse colocando minha cabeça em seu ombro, olhando para o seu rosto. Ele ainda estava inexpressivo. O que me deixou apreensiva. “Será que ele vai me perdoar, ou esta tudo realmente acabado entre nos”?, perguntei para mim mesma
- Você precisa descansar. Você esta fraca. – Josh disse se afastando minha cabeça do seu ombro e se levantado – Venha, eu te ajudo a ir pro quarto – ele estendeu sua mão pra mim
- Não preciso da sua ajuda – disse tentando me levantar, assim que me coloquei em pé, perdi o equilíbrio e cai de costas no chão. Josh colocou uma mão por baixo do meu pescoço e a outra em baixo dos meus joelhos e me levantou, colocando-me deitado no sofá.
- Você teimosa como sempre – Ele riu. Não sei o que ele viu de engraçado, mas eu não gostei nem um pouquinho do jeito dele de deboche.
– Pronta? Posso tirar a venda? – Matthew disse. Eu assenti. E então ela tirou a venda. Nos estávamos em um telhado, o telhado da casa dele. A vista lá de cima era linda. Ele fitou o horizonte e disse: – Esse lugar é lindo, não é? É pra cá que eu venho quando quero pensar.
– Esse lugar é incrível! - exclamei
Nos ainda estávamos em pé. Sentei, pois o telhado era inclinado, e com a minha capacidade incrível de me machucar, em breve eu ia me desequilibrar e sai rolando. Matthew se sentou ao meu lado e me alinhou em seus abraços musculosos. Eu encostei minha cabeça em seu peito e fechei os olhos.
– Eu te amo, minha pequena – Ele sussurrou, me abraçando forte. Não consegui conter as lagrimas. Eram lagrimas de alegria. Era tão bom saber que Matthew me amava. Ele é tão cuidadoso e carinhoso comigo. Eu quase não estaria exagerando se o comparasse ao Edward, de Crepúsculo. Eu me sinto tão segura e despreocupada perto dele, assim com a Bella sem sente perto de Edward.
– Eu também te amo, Math – disse baixo, mas o bastante pra ele poder escutar.
Ficamos um bom tempo lá, conversando, olhando a paisagem e tudo mais. Estava escurecendo. Ele me soltou de seu abraço, e quando eu estava prestes a levantar, ele me puxou pelo braço.
– Onde você pensa que vai?
– Eu vou embora , já esta anoitecendo, tenho que ir pra casa.
– Não, não vai não – ele disse me empurrando contra o telhado, me fazendo ficar deitada. E então ele me beijou. Um beijo calmo e cheio de amor. Por um minuto senti que só existisse eu o Heath no mundo, pra mim pouco importava o resto, é ele que eu amo, e sempre amarei. Ele parou de me beijar, e sorriu e eu também sorri – Eu tenho uma coisa pra te falar. – Eu disse colocando a mão no bolso. Acho que estava procurando alguma coisa. Quando ele finalmente tirou a mão do bolso, estava segurando uma pequena caixa de veludo preto.
– Pra que é... é isso... isso ai ?- gaguejei. Meu deus tanta coisa pra falar, e eu foi dizer isso? Eu sou mesmo uma besta. Mas eu realmente estava confusa. O que há naquela pequena caixa? E então ele abriu, respondendo a pergunta que eu tinha feito mentalmente. Lá havia um anel de ouro, com um diamante lapidado em forma de coração.
– Anne Marie Kleinfelter você aceita se casar comigo? – Meu deus, ele estava me pedindo em casamento!!! Eu estava soltando fogos por dentro, mas ainda estava parada sem consegui pronunciar uma palavra.
– Co-como? – Isso foi a única coisa que eu consegui falar, ou gaguejar, tanto faz.
– Mary, eu te amo tanto que não conseguiria viver nem mais um dia sem você. – Ele disse acariciando o meu rosto, meu beijou de leve, e voltou a perguntar: – Então, você aceita se casar comigo?
– SIM! SIM! SIM! – eu disse pulando nos seus braços. Ele sorriu e me beijou. Aquele beijo foi diferente de todos os outros, ele tinha uma pitada de mistério misturado com... segundas intenções, talvez ?
A primeira etapa do meu plano esta concluída. A única coisa que eu precisava fazer era seduzir o Andrey, o que nem é difícil, mas não contava que ele mesmo desse o primeiro passo.
Ele vai me pagar por cada lágrima que caiu dos meus olhos, por cada noite mal dormida, sem contar que é culpa dele eu ter deixado o meu “reinado” e os meus amigos pra trás e ter partido.
Se tem uma coisa que eu aprendi com Blair, é que o não se pode mandar alguém para céu, mas é muito fácil empurrá-la para o inferno.
Ninguém entra no meu caminho, destrói minha vida e sai sem ao menos um arranhão. Não, eu não pretendo bater no Andrey, pois eu sei que ele é mais forte, bem mais forte. Eu vou fazer algo pior, você brincar com ele assim com ele brincou comigo. Ele vai ser minha marionete. Depois que ele não tiver mais utilidade vou tratar ele como roupa suja.
A dor ate hoje me corrói por dentro. Sinto como se tivesse uma ferida no meu peito, que só iria se cicatrizar quando eu visse o sofrimento alheio, mas não o sofrimento de qualquer pessoa, e assim do Andrey, ele vai sofrer mais do que eu, e olha que eu nunca sofri tanto na minha vida, nem mesmo quando eu me dei conta que eu não tinha uma mãe.
Do que me adiantou ser boa, amar, perdoar?
Você sofre muito, você é traída, te machucam, te humilham, lembram de você somente quando precisam, quando as outras não os fazem se sentir especiais, então voltam pedindo carinho e amor, você perdoa e os antigos erros são cometidos outra vez a antiga magoa volta, então vamos soltar as vadias e as garotas más e perigosas que existem dentro de nós.
Eu não estava de brincadeira, quando eu te disse que a sua hora ir chegar, Andrey. E que um dia uma menina vai te infernizar e você não fará nada, pois você a amará tanto que a única coisa que conseguirá é se recolher e sofrer, e se só para você se preparar eu serei essa garota, não deixarei nenhuma otária fazer o que eu farei melhor do que todas elas!
O problema é que sobre mim todos têm duvidas, e ninguém tem capacidade de afirmar nada, porque nunca vão me conhecer o suficiente para saber até onde vai minha capacidade de surpreender alguém. Não espere de mim o melhor ou o provável, apenas o impossível.
“Dizem que a vingança é um prato que se come frio. Alguem aqui esta com fome?”
Aconteceu tão de repente. Estrela estava apaixonada por dois leoninos – o signo que combinava perfeitamente com o dela: Áries-, mas ela só podia escolher um.
Um dos garotos, o Felipe, nem sabia que ela existia. Era um amor platônico, mas não menos intenso que os outros. Mesmo nunca tendo visto pessoalmente, e mesmo correndo o risco dele nunca se interessar por ela, ainda sim, ela o amava.
O outro garoto se chamava Arthur. Estrela e ele ficavam a algum tempo, e ele sempre deixava bem claro que gosta dela, e ela dizia sentir o mesmo.
Felipe e Arthur eram tão parecidos no jeito, e tão deferentes na aparência. Felipe era moreno dos olhos azuis e Arthur era loiro dos olhos verdes. Ambos tinham a mesma idade, 17 anos, mas Felipe é o mais velho, a diferença é de apenas um dia.
Estrela os amava, e não queria abrir mão de nenhum dos dois. Ela não sabia qual era a decisão certa a tomar. Se ela escolhesse o Felipe, iria sofrer muito, pois ela não sabia se um dia o veria. E se ela escolhesse o Arthur, talvez fosse feliz ao lado dele, mas ainda sim sentiria falta do Felipe, e ficaria imaginando como seria que ela o encontrasse.
Certa vez isso aconteceu com sua amiga Luna, ela estava em duvida entre o Aro e o Besta - era assim que ela o chamava, mas não na frente dele-, e Estrela sempre dizia que ela estava fazendo um tempestade num copo d’agua.
Talvez ela nunca saiba que caminho seguir. Não importa o caminho que ela escolhesse sempre se arrependeria de não ter escolhido o outro.
Maybe I know somewhere deep in my soul That love never lasts And we've got to find other ways To make it alone or keep a straight face And I've always lived like this Keeping a comfortable, distance And up until now I swored to myself That I'm content with loneliness, Because none of it was ever worth the risk
Acordei. Não estava mais na sala, eu estava deitada em uma cama. Olhei em volta e reconheci aquele lugar. Era o meu antigo quarto. Estava exatamente como eu tinha deixado. Meu pai e Annabeth estavam no canto, sentados no meu velho sofá de couro. O sofá que minha mãe tanto gostava. Pelo mesmo foi o que o meu pai me disse. Meus olhos continuaram percorrendo o quarto, ate que... Eles encontraram o rosto de uma pessoa que eu reconheceria á mil metros de distancia. Andrey. Ele estava sentado na cama, do meu lado. Mas o que ele estava fazendo ali? Eu só contei pra o meu pai e para Blair que eu iria voltar.
- Vou deixar vocês a sós. Com licença – Disse meu pai. Ele se levantou e foi em direção a porta, Annabeth fez o mesmo. Meu pai a Anna pararam perto da porta, meu pai sorriu para Andrey e disse: – Cuide bem da minha princesa – Andrey assentiu com a cabeça. Eles saíram e nos deixaram sozinhos. Andrey ficou me encarando.
- O que você quer comigo? Quem te disse que eu estava na cidade? – Falei. Ele continuou me fitando. - vai continuar me olhando? Fala o que você tem pra falar e vai embora. Sua cara me da nojo.- A ultima frase sai mais firme do que eu esperava. Aquilo que eu tinha dito não era verdade. Ele continuava lindo, forte… mas ele me enganou e vai me pagar por cada lagrima que caiu dos meus olhos.
- Calma. – ele disse. Sua voz era controlada e suave. – eu vim te ver. Fiquei com saudade e...
- Me poupe dessa sua encenação. Pronto já matou a saudade, agora já pode ir embora. - eu o interrompi. Sei que estava sendo muito fria, mas ele merecia.
- Tudo bem, ou vou embora, mas antes eu queria te falar uma coisa. – o que ele tinha tanto pra falar comigo?
- Pode falar. – Agora eu estava mais calma. Ele ainda estava pensando. Então ele disse por fim:
- Eu sei que o que eu fiz com você foi errado, por isso eu vim aqui por conta própria te pedir desculpas. Você aceita?
- Você fala como se tudo isso a coisa mais normal do mundo. Você acabou com a minha vida, eu nunca sofri tanto por uma pessoa – Senti meus olhos se enxerem de lagrimas. Não, não naquele momento. Eu não podia chorar... Mas já era tarde demais.
- Não chora – ele disse enquanto tentava enxugar as lagrimas que caiam sem parar. Então ele acariciou o meu rosto e disse: – Por favor, me perdoa. Se você me perdoar agente podia começar do zero - Nos lábios estavam muitos próximos, Podia sentir sua respiração ofegante. Ele começou se aproximar devagar, eu não conseguia resistir. Ele colocou a mão no meu pescoço e me puxou pra perto dele. Então ele me beijos. Ele logo pediu passagem para a língua e eu cedi. Saímos do beijo com um pequeno selinho. Ele Sorriu.
“De que adianta, ter o garoto perfeito, se quem te faz feliz é simplesmente aquele que não presta?'”
E eu voltei cinco anos depois. Já estava formada na faculdade de arquitetura. Todos os
meus amigos também já estavam formados nas respectivas faculdades que escolheram menos Blair que ainda estava cursando medicina.
Quando cheguei ao apartamento dei de cara com o meu pai e corri para abraçá-lo. Ele quase nunca esteve presente na minha vida, mas mesmo assim eu o amava. Logo atrás dele tinha um moça, muito bonita por sinal. Ela tinha longos cabelos escuros e olhos verdes, alta e magra. Ela abriu os braços e veio em minha direção. Eu sem entender nada deixei que ela me abraçasse. Quando ela se afastou, e a encarei confusa.
- O meu deus, que indelicadeza minha. Prazer sou Annabeth. -Pra mim pouco me importa o nome dela eu só queria saber o que ela fazia dentro da minha casa? – E esse é meu filho, Philipe.
- Prazer – disse o menino que estava ao lado da moça. Dei um sorriso forçado.
- Você é a nova empregada? Leve minha malas para o quarto. Acho que você sabe onde fica
- HAHAHA - ela riu – bem que o seu pai tinha me avisado sobre esse seu censo de humor.
-an? Do que você esta falando? – Olhei para o meu pai. Ele fitava o chão – Pai quem é essa moça? E o que ele faz na nossa casa?
- Agora essa casa também é minha – disse ela sorrindo
- Pai...
- Estrela, minha filha , essa mulher é minha... Noiva – Como eu não tinha pensado nisso antes. Aquela mulher na minha casa- agora nossa casa – aquele pirralho, e tudo mais. Fui muito burra em não ter percebido isso antes. Mas ele não podia estar falando serio. Como ele pode fazer isso com a minha mãe? Ele sabe que eu jamais aceitaria outra no lugar dela. E pra piorar, agora eu vou ter um… irmãozinho.
- Sua… o que? – Eu estava ficando tonta e fraca, eu parecia estar em uma montanha russa, não agüentei e cai, meus olhos estão quase se fechando, eu tentei resistir, mas foi mais forte do que eu, e em questão de segundos eu não enxergava mais nada.
“Irmãos só servem pra dividir sua atenção com seus pais e roubar sua parte na herança!”
Sempre fui uma garota bonita. Cabelos loiros, olhos amendoados, magra e alta. Eu era muito desejada, todos os garotos me queriam ao lado deles. Eu era o que se chamava de Rainha da Perfeição.
Morava com o meu pai em uma luxuosa cobertura em NY. Ele era um empresário bem sucedido, vivia cheio de trabalho, e sempre viajava. Nós quase nunca nos falávamos, e para preencher sua ausência, ele cedia a quase todos os meus caprichos.
Minha mãe morreu no parto. Não sei se é a coisa certa dizer, mas nunca senti muita falta dela. Não se pode sentir falta do que nunca teve, e eu um nunca tive uma mãe.
Era muito invejada no colégio onde eu estudava, não apenas pelo fato de ser considerada a rainha do colégio, e sim pelo fato de namorar Andrey. O garoto dos sonhos de qualquer uma. Ele tinha um cabelo castanhos, olhos cor de mel , forte, alto, capitão do time de futebol... Enfim, ele era lindo, eu o amava com todas as forças.
Minha melhor amiga se chamava Blair. Ela tinha cabelos castanhos e os olhos da mesma cor e um corpo de dar inveja. Sou rosto era delicado e tinha uma aparência angelical, mas todos que a conheciam saiam que ela era totalmente diferente. Ela era tão fria quanto a gelo. Seu coração parecia ser feito de pedra. Mas no fundo era uma boa amiga. Eu e o Andrey vivíamos brigando, e era ela que me apoiava, e dizia que era pra mim ficar de olho no meu namorado .Blair nunca gostou muito dele. Dizia que mais cedo ou mais tarde ele me faria sofrer. E ela estava certa. Pouco tempo depois de termos feito dois meses de namoro descobrir que ele me traia - o que de fato era de se esperar de um garoto desse tipo, lindo e cafajeste.
Desde esse dia, eu jurei nunca mais me deixar levar por esse sentimento tão perigoso, o amor.
Queria me afastar de tudo e de todos, por isso pedi pro meu pai me colocar em um colégio interno bem longe dali. No começo, ele não queria deixar, mas de tanto eu insistir ele acabou cedendo.
Então eu partir, sem ao mesmo avisar. E isso pouco me importava. Pelo menos não precisei me despedir, nunca fui muito boa nisso.
"O problema dos novos começos é que eles precisam de algo para terminar. Alguns finais levam um tempo para se revelarem. Mas quando isso acontece, eles são mais fáceis de ignorar. Alguns começos iniciam tão silenciosamente, que você nem nota quando acontecem. Mas muitos finais vêm quando você menos espera. E o que eles pressagiam é mais negro do que você imagina. Nem todos os começos são para se celebrar. Muitas coisas ruins começam: brigas, época de gripe. E a pior de todas... Quero começar algo."
(Gossip Girl)
sábado, 17 de julho de 2010
"Aprendi que amores eternos podem acabar em uma noite, que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos, que o amor sozinho não tem a força que imaginei, que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno, que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos, que os poucos amigos que te apóiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram, que o "nunca mais" nunca se cumpre, que o "para sempre" sempre acaba, que minha família com suas mil diferenças, está sempre aqui quando eu preciso, que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo, que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo, que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido tudo."
Ate hoje ninguém sabe o real sentido da palavra amor. Alguns dizem saber, mas não creio que seja verdade. O amor é algo abstrato, você não pode toca-lo, mas pode senti-lo. Ele preenche cada espaço vazio no seu corpo, te da forças para seguir em frente. Um sentimento tão forte, tão surreal e tão ilusionista. É tão bom amar, mas é tão comum sofrer. Sempre sabemos que iremos sofrer, então na hora de amar, é mais fácil escolher por que quem vale mais a pena sofrer, e não quem você acha que não vai sofrer. Hoje, é tão comum um amor falso que o sofrimento é parte do amor, e o amor geralmente é a culpa do sofrimento.
Eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão ♫ De um certo modo isso é verdade . Por mais tentemos enxergar a realidade, ele não deixa, é como um sonho de consumo caro, inacessível. O amor pode ser tão puro quando perigoso. Como um pequeno órgão do ser humano chamado coração ter tanto espaço para um sentimento, que as olhos que qualquer pessoa parece ser tão grande, o amor .